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Lu Paixão lança nova coleção em badalado evento na VD House, com presença de Cris Guerra

O tom sereno e delicado não disfarçava a ansiedade da véspera do evento. O comprometimento com a sua criação e com o resultado do que seria apresentado na tarde seguinte refletiam a mulher apaixonada pelo trabalho. Paixão, nenhuma palavra poderia descrever melhor essa mulher. Filha de Lagoa Santa, nascida em meio as gemas, Lu Paixão acompanhou o trabalho de seu pai e descobriu que este seria o seu caminho. Aos 21 anos a designer mudou-se para o exterior. Trabalhou, estudou, pesquisou muito e retornou ao Brasil com planos e sonhos, que segundo ela, continuam se renovando. Desses sonhos, nasceu a Paixão Jóias, que neste sábado realizou uma exposição na VD House, a casa do estilista Victor Dzenk, em Lagoa Santa. Em meio a montagem precisa e atenciosa das peças para a exposição, a designer encontrou um tempo para falar com o VNN. Leia a entrevista!

Entrevista com Lu Paixão

Quem é Lu Paixão?

A Paixão é pura emoção. A Paixão é marcante. A Paixão é sinônimo de qualidade. A Paixão não pulou nenhuma das etapas para chegar onde ela está hoje. Eu nasci nesse setor de gemas. Meu pai foi um dos pioneiros em Minas Gerais. Eu comecei minha carreira no setor de gemas e trabalhei muitos anos no mercado exterior. Em 2008, com a crise nos Estados Unidos, eu voltei e lancei a Paixão Joias. Eu já tinha o projeto de criar uma joalheria há 10 anos, mas não tinha condições físicas, porque eu morava fora e não dava para colocar em prática todo o processo de joalheria. Por necessidade, ela teve que nascer de uma forma muito rápida. Quando eu penso em sinônimos para a Paixão? Emoção, seriedade, trabalho, comprometimento e qualidade. Ao longo desses anos de trabalho, a apuração do olhar nos deu o know row para desempenhar o que realizamos hoje.

Você, hoje, ainda enxerga a presença do seu pai em seu trabalho?

O tempo todo.

De onde vem a sua inspiração?

A minha inspiração vem das pedras, das gemas, da natureza.

Qual é o conceito da coleção que você está apresentando? Quais são as tendências?

A joia é atemporal. Todas as nossas peças nascem das pedras e todas elas carregam um conceito. Esse evento apresenta um pouco de tudo. As joias clássicas, as joias modernas, as lúdicas, que são inspiradas em flores e animais. A Paixão não se apega a um design só, a Paixão não se apega a um segmento só. Não é só clássico, não é só contemporâneo, a Paixão é uma mistura de tudo. 

 

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Quais os desafios para quem quer começar nessa área? Você tem algum conselho para essas pessoas? Existe um caminho?

O caminho começa com o sonho. É preciso querer fazer. A gente nunca pode deixar de sonhar. Eu sonho o tempo todo! Tem coisas que eu gostaria de fazer mas não é o momento. O conselho que eu dou é não pular nenhuma etapa. Não querer fazer o que está lá na frente sem antes conhecer o beabá.

O exterior é fascinado com a nossa matéria-prima. Historicamente nossas gemas encantam as pessoas do mundo inteiro. Mas como é visto o trabalho de designer brasileiro?

O Brasil é o maior produtor de gemas e minerais. Nosso subsolo é o mais rico do mundo. O estrangeiro enxerga o Brasil como uma potência inesgotável . O que nós temos é incalculável. Eles não entendem porque nós temos essa fartura. Quase tudo de melhor vai para o exterior! Com relação ao design, hoje o Brasil tem muitos designers que fazem um trabalho muito bem feito e são reconhecidos lá fora. O brasileiro está cada dia surpreendendo mais. Nós somos muito criativos, mas eu vou ressaltar o mineiro. O mineiro é muito detalhista. É muito bom em tudo que ele faz. O trabalho minucioso de nós mineiros sempre foi reconhecido. A minha referência numa comparação sobre quem são os melhores do mundo? São os italianos, desde quando o mundo é mundo. Eu me espelho muito neles. Minha carreira começou lá e isso me ajudou muito porque eu apurei o meu olhar. Mas o brasileiro sabe fazer joia muito bem, não deixa nada a desejar. Principalmente agora com todo o aparato digital. A única diferença está na criação de cada artista. Cada um tem o seu estilo, o seu DNA.

O evento aconteceu na VD House e essa parceria já vem de longa data. No evento as modelos vestiram Victor Dzenk e Paixão Joias. Como começou essa parceria?

Quando houve a crise nos Estados Unidos e Europa eu voltei e lancei a Paixão Joias muito rapidamente. Eu já tinha ouvido muito sobre o Victor Dzenk, então eu o procurei e ele me recebeu. Fizemos uma reunião e de cara eu propus um evento, uma parceria. Ele topou! O Victor foi o meu primeiro degrau para o mundo da joalheria. Nós fizemos esse evento juntos e os eventos nasceram daí. A partir desse momento a Paixão Joias foi crescendo, criando uma identidade a partir dos processos artesanais e o Victor Dzenk, sem dúvida nenhuma, foi a mola propulsora.

Por Alexandre Braga

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