HomeDestaque 1No Dia Nacional de Combate ao câncer infantil, conheça a história do pequeno Bryan

No Dia Nacional de Combate ao câncer infantil, conheça a história do pequeno Bryan

No dia 23 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate ao câncer infantil. Nesta data, trazemos uma linda história do pequeno Bryan, diagnosticado com câncer no tronco cerebral aos dois anos.

Agora com três anos de idade, o pequeno guerreiro está fazendo tratamento de quimioterapia e radioterapia. Sua reação tem surpreendido aos médicos. Cada dia de vida é um milagre comemorado por toda a família.

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“O Bryan chegou em nossas vidas para ser benção em todos os sentidos. Esperamos 12 anos para ter nosso filho, ele mudou nossa rotina, nossas escolhas e trouxe um novo sentido ao nosso lar”, conta Angélica, uma mãe exemplar, amorosa, que dedica sua própria vida inteiramente ao pequeno garoto de três anos, que sofreu paralisia aos cinco meses e que aos dois anos, foi diagnosticado com câncer no tronco cerebral.

Dia 29 de outubro Bryan iniciou as 30 sessões de radioterapia, em sete de novembro começou a quimioterapia por comprimidos, via oral. Todos os dias, bem cedinho, os pais do menino o levam para o tratamento em Belo Horizonte, – a família mora em Vespasiano, na Região Metropolitana. Os efeitos colaterais do tratamento podem causar enjoo, dor de cabeça, perda do apetite, queda de cabelo e dos pelos do corpo. “A rotina não é fácil, o cabelinho dele já começou a cair e as vezes ele fica irritado, mas sabemos que vai valer a pena todo esse esforço”, desabafa Angélica.

Bryan é o primeiro e único filho do casal, Angélica Siara Oliveira e Warley Oliveira Siara, dois jovens que gostam de viajar e fazer passeios divertidos, todas as vezes que surge uma oportunidade. Ela, supervisora no setor de Oncologia do Hospital Felício Roxo, ele analista de sistemas. Vale ressaltar que não é só a mãe que é exemplar, o pai também é apaixonado pelo garoto, sabe fazê-lo dormir e o acalma quando Bryan se irrita com alguma coisa.

Bryan, hoje com 3 anos.

Os primeiros sinais de que havia algo de errado com a saúde do menino, aconteceu aos cinco meses de vida, após ele tomar a vacina Penta Valente (contra difteria, tétano, coqueluche, meningite b e poliomielite), oferecida pelo SUS. Bryan teve muita febre e sofreu convulsões, ficou 23 dias internado e assim iniciou-se a investigação médica para descobrir a razão pela qual o menino sofria os ataques. Houve a suspeita de que a vacina pudesse ser a causa no atraso do desenvolvimento neuropsicomotor do pequeno garoto. Descartada esta possibilidade, os médicos passaram a tratá-lo como epilético, sem causa definitiva.

Todos estes acontecimentos se deram 20 dias após o retorno de Angélica ao trabalho, antes ela gozava da licença maternidade e de 30 dias de férias. Diante do quadro de saúde do filho, Angélica decidiu sair do trabalho para então acompanhar os tratamentos da criança com o neurologista, fonoaldiólogo e fisioterapeuta. “Foi uma escolha acertada, eu sabia que minha presença iria ser decisiva nos tratamentos dele, como de fato foi. Após três meses de acompanhamento, os médicos começaram a identificar uma melhora significativa no desenvolvimento de Bryan”, disse Angélica.

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Ficou claro para os pais que dali por diante eles teriam um filho especial, que exigiria deles maiores cuidados e alteração de alguns sonhos e projetos para a família. Conscientes da nova realidade, eles não deram lugar à tristeza e muito menos às lamentações, rapidamente eles se adaptaram a nova vida demonstrando gratidão e um grande contentamento, por terem paz e disposição para lidarem com os desafios de ter um filho especial.

Mesmo com grande parte do seu tempo tomado pelos cuidados com o filho, Angélica precisava de algo para se ocupar e se sentir produtiva, foi aí que ela  fez, pela internet cursos de perfumaria artesanal, aromatizadores e produtos de banho e pós-banho. Assim nasceu a fábrica Lotus Saboaria. Nas horas vagas a mãe empreendedora produz artesanalmente sabonetes, perfumes, hidratantes, óleos para banho e aromatizadores para ambientes. Os produtos que fazem muito sucesso em Vespasiano, são anunciados nas redes sociais. “As encomendas estão crescendo muito, já virei a noite embalando produtos. Inclusive estou gerando emprego direto e indireto com a Lotus Saboaria”, comemora Angélica.

Depois de dois anos de tratamentos, exames e consultas, uma ressonância revelou um tumor no tronco cerebral de Bryan, neste momento as coisas ficaram mais claras, de fato o tumor era o causador no atraso neuropsicomotor de Bryan e todo sofrimento pelo qual ele estava passando. Por mais que as convulsões, de acordo com a literatura cientifica, não tivessem relação com a localização do tumor, os pais perceberam que após o início do tratamento, a saúde do menino começou a melhorar.

Família do pequeno Bryan.

Segundo Karine Corrêa Fonseca, oncohematologista pediátrica, o tumor que foi diagnosticado no cérebro do Bryan é um Glioma Difuso, localizado no tronco cerebral. Um tipo de câncer raro e grave, que até o momento, não existe na literatura cientifica casos comprovados de cura. “O caso do Bryan é um desafio para a medicina, mesmo sem a comprovação de que ele vá ser curado, o tratamento paliativo é aplicado para que ele tenha qualidade de vida,” esclarece a médica.

Dra. Karine explicou que uma criança menor de três anos não pode passar pelo tratamento de quimioterapia e radioterapia no cérebro, pois os efeitos colaterais são grandes, maiores até que sua eficácia contra o câncer. Então, os médicos passaram a monitorar o menino, fazendo o acompanhamento para  que um ano depois, quando ele tivesse completado três anos, Bryan iniciasse as sessões de quimioterapia e radioterapia, contra o tumor.

Angélica conta que ao receber o diagnóstico, não foi nada fácil digerir a notícia. Junto com a descoberta de um câncer grave, veio um alerta dos médicos de que o prognóstico, para casos com o do Bryan, era de 10 meses. Já se passaram mais de um ano e os pais de Bryan não se deixaram abater, continuam buscando incansavelmente, pela fé, a cura do filho.

“Nosso sonho é ver nosso menino correndo pra todo lado, (risos)… Esperamos que um milagre aconteça, porque a melhora do Bryan já tem surpreendido os médicos, ele está reagindo bem ao tratamento e está progredindo no desenvolvimento motor e cognitivo, a expectativa dos médicos era de que ele fosse piorando aos poucos, mas o incrível já está acontecendo, cada dia de vida do Bryan é um milagre”, finalizam Angélica e Warley.

Bryan segue conquistando pequenas evoluções, desde quando ele iniciou os tratamentos. Hoje o menino já se assenta com apoio, chama a mãe, tem reações quando quer alguma coisa e é sorridente. Cada movimento novo é uma vitória muito grande e um grande sinal de que a esperança de cura está viva, mesmo que a medicina ainda não tenha encontrado o caminho, os pais de Bryan creem que sim, nada é impossível para Deus.

Saiba mais sobre o câncer infantil

Colaboração de Karine Corrêa Fonseca, oncohematologista pediátrica

O câncer na infância é raro e corresponde a menos de 3% das neoplasias malignas, entretanto, é a principal causa de óbito por doença.  A estimativa do INCA é de mais de 12 mil novos casos de câncer infantojuvenil por ano. As chances de cura são altas, em média mais de 70% dos casos. Diferentemente do câncer no adulto, em que fatores como sedentarismo, obesidade e fumo influenciam no surgimento da doença. Na criança e no adolescente, as causas não são totalmente conhecidas.

Nas crianças de 0 a 14 anos a leucemia linfoide aguda (LLA) é o tipo mais comum de tumor e corresponde a 25% de todas as neoplasias. O tumor de sistema nervoso central (SNC) é o tumor sólido mais frequente na infância. Em relação aos tumores sólidos extracranianos se destaca o neuroblastoma, seguido do tumor renal de Wilms e sarcomas.

Embora na criança, o câncer apresente manifestações inespecíficas e comuns a várias doenças, alguns sinais e sintomas persistentes alertam para o seu diagnóstico, tais como: febre de origem indeterminada, desânimo, dor óssea ou articular recorrente, irritabilidade, dores de cabeça persistente, manchas roxas pelo corpo, distensão abdominal com massa palpável e crescimento de linfadenomegalias (ínguas) não associadas a infecções.

Que Deus abençoe a vida do pequeno Bryan e de sua família! 

Formado em Jornalismo pelo Uni-BH, especializado em Marketing Político e Mídias Digitais. Ceo do Vetor Norte Notícias e diretor de conteúdo.
“Cerque-se de pessoas que querem ver você crescer!”

Contato: (31) 99659-0015

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