HomeLagoa SantaMalandramente! Eles chegaram, provocaram o caos e, misteriosamente, desapareceram

Malandramente! Eles chegaram, provocaram o caos e, misteriosamente, desapareceram

Bióloga explica cientificamente o “Caso dos besouros”, desmistificando passagem bíblica

Um fenômeno da natureza, difícil de ser explicado, tomou conta de várias cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte – RMBH, principalmente, as do Vetor Norte. Esse “fenômeno” tem pouco mais de 1 cm, cor verde e vermelha e um nome científico difícil de dizer: “Arthrostictus speciosus”, ou se preferir pode chama-lo de besouro.

As cidades de Jaboticatubas, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Santa Luzia, Matozinhos, Belo Horizonte, Sabará, Raposos, Taquaraçú de Minas, Pará de Minas… e mais uma dezena de cidades foram infestadas por besouros. E a fim de esclarecer cientificamente esse fenômeno que aterrorizou a população, nossa equipe entrevistou a bióloga Júlia Pinheiro com exclusividade para o portal.

Júlia Pinheiro – Bióloga e Consultora Ambiental da Vétulus.
As populações de besouros carabídeos são influenciadas pelas condições ambientais, principalmente pela temperatura, umidade relativa, luminosidade e umidade do solo. Costumam ser numerosas no período quente e úmido como ocorre no verão dos trópicos.

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A espécie de besouro carabídeo, que tem ocorrido em Lagoa Santa e outras cidades de Minas Gerais, é a Arthrostictus speciosus, que é adaptada a locais escuros e úmidos de florestas, podendo ocorrer em pomares e áreas vegetadas.

Parece que o longo período de estiagem (mais de quatro anos) seguida por uma precipitação mais volumosa no mês de novembro provocou o aumento da atividade dos carabídeos no solo que, consequentemente, apareceram em estágio adulto nas ruas junto à iluminação pública sendo atraídos pela luz como outros insetos.

 Muros, paredes, lençóis ou móveis claros que refletem luz também atraem estes e outros insetos.

A chuva acabou sendo uma quebra de dormência não só desta, mas de outras espécies sujeitas a estas influências ambientais e também a mudanças na disponibilidade de alimento e no desenvolvimento da cobertura vegetal. É bom ressaltar que esta época dentro do ciclo destes animais corresponde ao período reprodutivo.

 

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A espécie em questão é considerada fitófaga (alimenta-se de folhas) e suas larvas possuem hábitos subterrâneos. Pode voar facilmente, mas geralmente é encontrada no solo ou sobre plantas rasteiras e árvores. Ela é mais ativa durante a noite e períodos crepuscular.

Não é recomendado seu manuseio, pois, segrega uma substância fétida e irritante. Provavelmente ela irá dispersar naturalmente, mas são necessárias medidas para evitar o contato com a pele e mucosas das pessoas (um cuidado especial com crianças e idosos), assim como deve ser evitado o seu contato com animais domésticos.

Se em residências ou comércio iniciar alguma aglomeração, recomenda-se apagar as luzes e fechar as portas e janelas durante o período de maior atividade ou mesmo a instalação de telas mosquiteiro.Em caso de acidente com a espécie causando irritações, procurar o pronto atendimento médico.

Júlia Pinheiro

Vetulus – Consultoria Ambiental

pinheiro.julia@gmail.com

31 99846-8857

Por Felipe Cruz

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Formado em Jornalismo pelo Uni-BH, especializado em Marketing Político e Mídias Digitais. Ceo do Vetor Norte Notícias e editor-chefe do Portal. "Acredite nos seus sonhos e vá em busca de realizá-lo". Obrigado pela confiança no Vetor Norte Notícias! Faça contato conosco - 3681-6467.

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